segunda-feira, 9 de julho de 2012
No fundo...
Porque no fundo eu tenho alma de gato. Eu tenho sete vidas ou muito mais, já que todo dia é uma pequena morte. Eu tenho morrido e renascido todos os dias, meio como um gato que cai de pé. Também sei quando ficar não é mais vantajoso. Nada me prende nem nada me impulsiona, a não ser eu mesma e minha vontade. A ida é independente, assim como cada abrigo e cada segundo que passo lá.
domingo, 8 de julho de 2012
Carta aberta
Querido bêbado que ligou ontem de madrugada pra comemorar a vitória do seu time e choramingar sobre sua vida de bosta,
Eu não queria mesmo escrever isso aqui porque:
1º: Você não merece atenção. Nunca mereceu. Pode ficar tranquilo porque seu nome não entra aqui nem fodendo.
2º: Você já está morto. Por muito tempo fiquei pra "te matar" e, agora que eu consegui, você volta da tumba. Apenas não.
Porém
Eu tenho coisas pra falar, mas de nada adiantaria porque você estava bêbado e eu estava com sono porque, ao contrário de você, eu tenho coisas pra fazer. E, como você estava bêbado, você não lembraria de nada no outro dia e isso não é justo. Claramente, te falta alguém pra te chamar de babaca e já que resolveu pedir minha opinião, aqui estou. Agora sóbrio, espero que amargue sua ressaca sabendo que:
•Você arrependido das suas escolhas, só provam que as minhas estão certas.
•Se você tá puto com o rumo que sua vida está tomando, tenha a decência de tomar as rédeas da mesma, mudar o que não te faz feliz e foda-se o mundo. Principalmente quando isso afeta gente ao seu redor. É covarde enganar as pessoas. (Mas desculpe, é esse mundo que te desagrada que também te sustenta, né?)
•Desde o primeiro dia, eu sempre soube que sua vida era um grande monte de bosta pintado de rosa e aromatizado artificialmente com um aroma brega e antiquado. E não é só porque tem gente que vê de longe, sente o cheiro no ar e fala que é bonita que, essencialmente, deixa de ser uma bosta.
Não quero o seu mal, tá? Também não te quero bem, só desejo que você volte de onde você veio e não encha mais o saco.
Sem mais. Favor voltar pro seu túmulo.
"Let's Dance"
Então, eu estou no palco, tocando minha música, enquanto as pessoas estão lá embaixo dançando. Supostamente, em minha cabeça, cantar é melhor do que dançar. Talvez porque eu não saiba dançar, e porque eu me acho melhor cantando. especialmente porque o controle é meu. Eu te digo o que dançar. E mesmo que eu saiba que eu não sei dançar, eu julgo o modo como as pessoas dançam. Isso parece certo? Não. Claro que não. E as pessoas podem se ofender com isso, então me deixarem tocando minha música pro nada e irem para um lugar onde elas possam dançar livremente e ninguém irá julgá-las por isso. Eu acabo sozinha e interpreto o abandono como a maior ofensa de todas, então eu escrevo uma música sobre como fui abandonada, mas eu não falo exatamente porque. Na verdade, eu não digo absolutamente nada. De repente, alguém decide me puxar pela mão e dizer "se você acha que pode me julgar pela minha maneira de dançar, então nos mostre como dançar aqui e agora". Sabe o que acontece? Eu não tenho nada para mostrar. Nada. Zero. E com a minha música sobre como fui "cruelmente"abandonada e a atitude dessa pessoa de me expor, os outros podem pensar que essas pessoas estão erradas e eu estou certa. porque eu continuo com o meu plano de não deixar ninguém saber que eu as julgo pela maneira como dançam as minhas músicas. A coisa é que: todos nós podemos dançar, todos nós podemos parar de dançar a quando quisermos e isso não é da conta de ninguém. Todos nós podemos pisar no pé de alguém às vezes. Alguns pedem desculpas, outros não. Isso é ruim, mas você não para a festa só para exigir um pedido de desculpas. Pelo menos, você se torna a piada do lugar durante toda a noite. Quer dizer, lamento pelo seu pé, mas quem é você para parar a festa? Vá achar outra pessoa que possa dançar no seu ritmo. Eu chamei alguém que julga como as pessoas dançam para dançar, eu pisei no pé dela de próposito e não me arrependo porque foi merecido, mesmo que nem todo mundo saiba dessa parte da história.
(Sobre "In Case You Like The Dance")
(Sobre "In Case You Like The Dance")
sábado, 7 de julho de 2012
London
I think I'll let my chest burst open
'Cause I'm a broken thing made by little parts of wait
I'm every knee pressed against the ground
I'm what has gone and wish it'd never go around
Deep breaths holds every memory inside my head
But surely I have always to look back
I feel amazed and suffocated
I feel honored and so small
I feel enough brave and horrified
I feel muffled and free
I love London
because London doesn't love me
I think I'll let myself be swallowed
This should be shallow and left alone for good
Cathedrals are my hopes in bricks shape
'Cause I'm still made by little parts of wait
Deep whispers keeps every pointer from sliding on
Like if they'd echo and chill down my bones
I'm in doubt and I'm in debt
I'm ungrateful and I'm scared
An eternity later and I still care
To shut down this yearning yell
I went to London
because in London I know myself
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Impassibilidade
Ainda que machuque, que corroa, que me faça explodir em lágrimas toda vez que eu fecho a porta, que pareça ser a dor física de quebrar vinte ossos ao mesmo tempo, minha face permanecerá imóvel frente à cidade. Paralisada como os predios, fria como o tempo, seca como um desconhecido. Inabalável. Cara de nada porque nada sinto. Eu poderia ter uma bazuca e dar a satisfação de haver represálias à atitudes. Não vou falar que não queria ter e que não a usaria se não fosse crime, mas isso me denunciaria. Traria à tona tudo o que não precisa ser dito ou demonstrado para ser sentido. Ao invés disso, minha bazuca é silenciosa, é quieta, é fria e distante. Pode não parecer, mas o nada também mata. E pior porque é aos poucos. Definha, desmonta, desintegra. Engatilha perguntas que dependem somente a mim responder e eu nao vou. E não existe coisa mais irritante do que pergunta sem resposta. Se a curiosidade não afetasse o ser humano, jamais teríamos consciência do universo acima de nossas cabeças e viveríamos, assim, uma eterna idade das trevas. Sem informação, sem saber porque. Então é esse porque que eu quero atirar. E que exploda em mil. Que definhe, que decomponha. Que passe o resto da vida na idade das trevas, minha ou sua. Lá atrás, irrelevante. No meu tempo, já criaram a bazuca sim e a minha chama silêncio. Bom proveito em tentar juntar os pedaços para formar respostas. O único movimento que farei será pra frente. Meu silêncio e eu.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
In Case You Like The Dance
You may find strange how kindness can
sound when it doesn't come from you
It's my bolt of purely willing electricity
In your miserably pinky dark room
If there's someone pulling you by the hand
This someone can be certainly me
Some space, now that you have the place
Then you can surely enjoy being free
In case you like the dance
It takes two to tango
It takes one to shut
It takes none to silence
You may find weird how these words
can sound when it's not only your vice
You've got your curtain call and vows
And we all know under what price
In case you like the dance
It takes two to move
It takes one to leave
It takes you to revenge
You may find weird when the melody
Doesn't come from your song
But then, no one will recall the words
When you be long gone
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Ultimate
If faith is just the enough
To move on with useless blank lies
You've just stated your case in nowhere
There's none chasm inside our hands
To throw your stones out on the space
You're the one holding blame tight
In this wrong time and place
Won't you turn around?
Won't you only justify
Why no one should get out alive?
Until you wake up and see
You'll keep screaming for thousand years
Once you'll walk you'll arrive
Where no one is guilty for being alive
None second later than tomorrow
And if blame is all that percolates
This is my ever-lasting ultimate
To move on with useless blank lies
You've just stated your case in nowhere
There's none chasm inside our hands
To throw your stones out on the space
You're the one holding blame tight
In this wrong time and place
Won't you turn around?
Won't you only justify
Why no one should get out alive?
Until you wake up and see
You'll keep screaming for thousand years
Once you'll walk you'll arrive
Where no one is guilty for being alive
None second later than tomorrow
And if blame is all that percolates
This is my ever-lasting ultimate
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