How you doin', little daughter
Why you hold these ashes in your hands?
Don't you know I still try hard
To leave mine ones on you while I can?
How you doin', long-time prey
Your insignificance shouldn't be a surprise
I came to see what you have to say
I love to see your ruin with these same eyes
I came to remind you the mess I am
I needed to remember you of your unfair slight
I love you, but I must see you bow down to me
I'm the one who can plug in this knife
How you doin', little deceived know-it-all
Why can't you scream your pride no more?
You probably know why you're not there
Why you're neglected, unloved, ignored
You'll pay me back with aching joy
I came to remind you the hell I was
I'm always longing for your innocent oversight
I love you, but I must see you coming back
I'm the one who can plug in this knife
domingo, 12 de agosto de 2012
Ressaca Moral
Essa cidadã de carne fraca e alma atentada reserva-se em seu direito de não produzir provas contra si mesma durante eventuais resenhas.
Fui Amy e me trai, como eu sabia que ia acontecer.
Parece haver mais hoje do que ontem. Deveria continuar existindo só água, luz, esperança e pressa.
Divertido, foi. Agora me deixa em paz. — dont you bring me your case, dont bother to explain.
Fui Amy e me trai, como eu sabia que ia acontecer.
Parece haver mais hoje do que ontem. Deveria continuar existindo só água, luz, esperança e pressa.
Divertido, foi. Agora me deixa em paz. — dont you bring me your case, dont bother to explain.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Butterfly Effect
You and me once maimed and sliced
Hung to the little shards of ray outside
You and me a spirit to be shut and hidden away
Made to never see the light of a free day
You and me plan to go and quickly arrive
In many different ways, but in full speed
You and me climbing over ourselves to survive
We are waiting thirsty and in urgent need
In the frequency of a numb act
In the shift of a drop of tear
The wind was blown and delivered here
In the ledge of a deaf squeal
In the air sprain of a stroke
Reliance evolves around what was broke
And keeps from yielding
rue for the untied
You and me detaching from venture
Yet compelled to keep this debenture
You and me pendent of a same elation
But one of us have to give in to deflation
[Oh, how dare you]
Until this edge bend and finally break
Until both ends touched in acceptance
Until it'd ok to revere omitting overthrows
[Oh, how dare you]
Hung to the little shards of ray outside
You and me a spirit to be shut and hidden away
Made to never see the light of a free day
You and me plan to go and quickly arrive
In many different ways, but in full speed
You and me climbing over ourselves to survive
We are waiting thirsty and in urgent need
In the frequency of a numb act
In the shift of a drop of tear
The wind was blown and delivered here
In the ledge of a deaf squeal
In the air sprain of a stroke
Reliance evolves around what was broke
And keeps from yielding
rue for the untied
You and me detaching from venture
Yet compelled to keep this debenture
You and me pendent of a same elation
But one of us have to give in to deflation
[Oh, how dare you]
Until this edge bend and finally break
Until both ends touched in acceptance
Until it'd ok to revere omitting overthrows
[Oh, how dare you]
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
SDCSS
Em meio a pensamentos infiéis à realidade, independentes e autossuficientes, o silêncio me obriga a me ouvir quando até minha respiração soa distorcida e paranóica. Como uma síndrome de deficiência de canal semicircular superior. O silêncio exterior me tranca de fora pra dentro, me puxa de volta da minha superfície, mal permite sequer um filetinho de razão. Por favor, acabe com tudo. Foda tudo logo, quebre tudo, quebre a cara ou me quebre logo. Mas não me deixa em silêncio, pelo amor de deus. Eu preciso de barulho pra saber se eu estou surda ou se estou só no lugar errado, ou se onde estou pode se torna o lugar certo algum dia novamente. Eu preciso de caos. Com ele eu escrevo depois, tudo bem, não importa, mas eu quero som fora de mim seja ele qual for. Quero que perceber que há vida do lado de fora, porque a vida aqui dentro me ensurdece e anula os sentidos. Quero um despertador, um toque de celular, quero que alguém aperte a campanhia mesmo que saia correndo depois.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Do Avesso
Castelo de cartas viradas
O fim antes do meio
Copo vazio ao invés de cheio
O desencanto do elogio
Rotina do incerto
Morrer de frio no inferno
Eu te li errado
As páginas rasgadas por você
Não guardam por muito tempo
O que você quer esconder
Até a ausência pode falar
que nunca houve intenção de estar
Devolva seus votos
Suas cartas
Seus fins, seus meios
Estamos aqui
De verdade, do avesso
Reflexo, complexo
Linhas denunciam, mas a pele não
Então tua epiderme perfeita
Disfarça o quanto feias suas palavras são
Você foi apresentado do avesso
O perfeito efeito do veneno
O fim antes do meio
Copo vazio ao invés de cheio
O desencanto do elogio
Rotina do incerto
Morrer de frio no inferno
Eu te li errado
As páginas rasgadas por você
Não guardam por muito tempo
O que você quer esconder
Até a ausência pode falar
que nunca houve intenção de estar
Devolva seus votos
Suas cartas
Seus fins, seus meios
Estamos aqui
De verdade, do avesso
Reflexo, complexo
Linhas denunciam, mas a pele não
Então tua epiderme perfeita
Disfarça o quanto feias suas palavras são
Você foi apresentado do avesso
O perfeito efeito do veneno
Sete Vidas
De Clara Averbuck
Cá estou eu, atirada no chão. Sozinha, quietinha, sem escândalo. Quando chega alguém, levanto ligeiro, com as pouquinhas forças que me restaram. Eu, sempre enorme, encolho e desabo quando não há ninguém por perto. Escorro entre cinzeiros e copos e garrafas do que sobrou do meu quarto e fico imóvel.
Às vezes eu choro.
Ainda tenho algumas lagriminhas guardadas e elas sempre pingam quando menos espero. Estou ali existindo quando elas sobem e chovem e eu choro e o sentimento de abandono me inunda. Não suporto bagunça, mas faz dias que meu quarto está inabitável. Não quero arrumar nada. Arrumar seria esquecer e sacudir a poeira de tudo. Não quero. Recuso-me a sacudir meu muso dos lençóis. É só o que me restou.
Fico imaginando como seria se você fosse verdadeiro. Se você fosse sincero, não tivesse criado todos os atos e máscaras para me enganar e tentar fugir de si mesmo. Pobre de ti, meu falso amor. Não sabia que encontraria em mim tudo o que não conseguiu ser. E que fugiria, tentando me jogar para trás e ignorar o grande covarde que é. Contando para o mundo o que viu em mim e rindo, como se me desprezasse. Tentou me transformar em mais uma boceta na sua vida, mas sabe, todos sabem que não. Quis ser o maior filho da puta que já pisou na terra para tentar salvar seu ego frágil e invertebrado de menino que naufragava cada vez que olhava para si mesmo, quis me afogar e continuar flutuando. Até que me jogou para longe e nadou até a terra de ninguém, achando que estaria livre de mim.
Não, meu querido. Você nunca vai se livrar de mim. É como querer se livrar do céu. Você nunca vai se livrar de mim. Para o resto dos seus dias, estarei presente como o ar, sempre à sua volta. Você vai se debater e tentar trancar a respiração, enterrar a cabeça no chão e me desaparecer.
Eu não desapareço.
Minha onipresença será o seu castigo. Mas não pense que vou te esnobar, pisar em você, te punir. Eu não. A vida se encarregará de você. Eu não. Vou sempre te olhar com tristeza, com saudades do que não chegamos a ser. Vou pensar na vida que não tivemos, nas manhãs que não existiram, nos anos que não passaram. Nos filhos que não fizemos, nas rugas e cabelos brancos que não cultivamos. E droga, como quis isso tudo. Como dói pensar que você jogou nossa vida fora. Estragou tudo e escolheu nos afogar. Nos matar. E conseguiu. Você nos matou.
Ainda bem que nós, gatos, temos sete vidas.
Cá estou eu, atirada no chão. Sozinha, quietinha, sem escândalo. Quando chega alguém, levanto ligeiro, com as pouquinhas forças que me restaram. Eu, sempre enorme, encolho e desabo quando não há ninguém por perto. Escorro entre cinzeiros e copos e garrafas do que sobrou do meu quarto e fico imóvel.
Às vezes eu choro.
Ainda tenho algumas lagriminhas guardadas e elas sempre pingam quando menos espero. Estou ali existindo quando elas sobem e chovem e eu choro e o sentimento de abandono me inunda. Não suporto bagunça, mas faz dias que meu quarto está inabitável. Não quero arrumar nada. Arrumar seria esquecer e sacudir a poeira de tudo. Não quero. Recuso-me a sacudir meu muso dos lençóis. É só o que me restou.
Fico imaginando como seria se você fosse verdadeiro. Se você fosse sincero, não tivesse criado todos os atos e máscaras para me enganar e tentar fugir de si mesmo. Pobre de ti, meu falso amor. Não sabia que encontraria em mim tudo o que não conseguiu ser. E que fugiria, tentando me jogar para trás e ignorar o grande covarde que é. Contando para o mundo o que viu em mim e rindo, como se me desprezasse. Tentou me transformar em mais uma boceta na sua vida, mas sabe, todos sabem que não. Quis ser o maior filho da puta que já pisou na terra para tentar salvar seu ego frágil e invertebrado de menino que naufragava cada vez que olhava para si mesmo, quis me afogar e continuar flutuando. Até que me jogou para longe e nadou até a terra de ninguém, achando que estaria livre de mim.
Não, meu querido. Você nunca vai se livrar de mim. É como querer se livrar do céu. Você nunca vai se livrar de mim. Para o resto dos seus dias, estarei presente como o ar, sempre à sua volta. Você vai se debater e tentar trancar a respiração, enterrar a cabeça no chão e me desaparecer.
Eu não desapareço.
Minha onipresença será o seu castigo. Mas não pense que vou te esnobar, pisar em você, te punir. Eu não. A vida se encarregará de você. Eu não. Vou sempre te olhar com tristeza, com saudades do que não chegamos a ser. Vou pensar na vida que não tivemos, nas manhãs que não existiram, nos anos que não passaram. Nos filhos que não fizemos, nas rugas e cabelos brancos que não cultivamos. E droga, como quis isso tudo. Como dói pensar que você jogou nossa vida fora. Estragou tudo e escolheu nos afogar. Nos matar. E conseguiu. Você nos matou.
Ainda bem que nós, gatos, temos sete vidas.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Tons de cinza
O mundo pode ser cruel o quanto o for conveniente ou seja apenas a natureza das coisas. Alegrias violentas têm fins violentos, já dizia Shakespeare. Tudo o que vai, volta. Normal. Naturalmente se chora a perda de algo apenas por ser aquilo que o é. Nem mesmo se considera vê-la de outro ângulo, como virar uma peça de quebra-cabeça até que se encaixe no espaço. O senso comum determina um suposto sentido considerado certo e tudo ao contrário daquilo é errado. O mundo é preto, ou é branco. É feliz aquele que ri, e aquele que não esboça nem uma entortada no canto da boca é infeliz. E a infelicidade é certamente uma maldição. De forma egocêntrica, a perda dói e tudo que dói é ruim. Somos levados a acreditar a vida inteira que tudo que é ruim é necessário ser evitado, ao invés de ser enfrentado para saber como lidar, e então crescer e qualquer outra circunstância dolorosa ser superada com mais facilidade, ou até nem se tornar uma circunstância relevante futuramente e resolver isso depende de cada um. Existem 256 tons de cinza não é a toa e a intensidade das coisas é relativa. Você vira o problema de cabeça pra baixo ou você fica de ponta cabeça para encará-lo ou procura qualquer outra solução que te satisfaça completamente até que possa, de certa forma, confortar e amenizar a urgência por um espaço para respirar em uma atmosfera rarefeita.
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