A benção do erro
É a resolução e o recomeço
A míriade de novos finais
Culpe quem sonhou demais
Quem só queria viver
Matar e morrer
De lua à lua, sol à sol
Viveu mil vidas
E terminou como
tudo termina
A face de Deus
queimada na retina
O arfar com sacrifício
Por um sentido na vida
De reis, loucos e santos
Rainhas, demônios e anjos
Somos cinzas e sombras
O alívio do engano
É o divino e o humano
A miragem da perfeição
Culpe a crença e a ilusão
O que poderia ter sido
Mas nunca foi permitido
De céu à céu, déu em déu
Do inferno ao paraíso
E foi só outro joguete
Na mão do destino
Não há nada além do agora
A fragilidade do que se esgota
Não há nada além daqui
Não há nada além de mim
Não há nada além do fim
